segunda-feira, 9 de abril de 2012

Vamos bordar?

Aos sete anos aprendi a bordar na escola.Instituto Menino Jesus, na rua Mariz e Barros.Bordei barra de panos de copa, barras de pano xadrez para montar a cúpula de um abatjour.Bordava com um acessório chamado bastidor.Era maravilhoso!
Quando eu e minhas amigas ficávamos gritando muito no quintal vovó(Virginia) gritava da janela da cozinha: Vão pegar o bordado, vão pegar um livro! Parem de gritar! Tia Thereza fazia côro com ela.
Por causa disso, eu que era obediente fazia as duas coisas.Et pour cause peguei um gosto maravilhoso para ler e costurar. Adolescente, cortava e costurava meus vestidos tubinhos a partir de um molde preparado pela tia Odete.E desde então continuo costurando.Sinto uma alegria e uma calma enorme quando pego uma bainha pra fazer, pregar um botão, costurar um furo.Lá na infância aprendi a costurar furos nas meias da escola e passar o elástico novo na cintura das calcinhas cujos elásticos afrouxavam com o uso.Tudo isso me ensinou muito.Aprendi a cozinhar vendo minha avó e experimentando todas as comidas dela. Aos poucos passei a ajudá-la e hoje sou uma cozinheira de mão cheia.O que minha avó também era. Assim como a tia Thereza era uma doceira de primeira.Com ela aprendi a fazer bôlos e me especializei.Sou ótima com bôlos!
E julgo que cozinhar para alimentar quem quer que seja, e costurar algo pra alguém É um Ato de Amor!
Foi o que aprendi com vovó e titias.A benção, queridas.

Desculpem pela ausência (ou ausencia?)

Faz tempo que não venho aqui.Se por um lado houve falta de tempo, por outro houve sérios conflitos pessoais que me bloquearam. Ganhei e perdi duas excelentes oportunidades de emprego em apenas um mês.Uma delas por incompatibilidade de egos, outro idem.Má sorte. Minha amiga diz que eu emano muita luz, que tenho coração gigante e sem querer, acabo fazendo sombra nas vidas alheias que não conseguem perceber que minha luz não é por vaidade que se irradia mas por compartilhar-se.
Não quero ser imodesta mas estou começando a acreditar na minha amiga por que não me julgo melhor que ninguém mas sei que sou uma pessoa generosa, sim, e gosto de compartilhar minha alegria de viver.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Um dia de cães

Estava eu em meu quinto dia de trabalho no consultório do Dr. quando  participei de um dos episódios mais engraçados que já vivi.
Eu já percebi que o Dr. é uma piada, por seu jeito quase disciplicente de ser; leva tudo numa boa, é muito bem humorado, bom ouvinte, enfim gente finíssima. à bessa.
Atendo ao interfone e lá embaixo está uma pessoa importante que vem atender a um convite do Dr.
Abro o portão automático enquanto ouço o Dr. tentando dissuadir a amiga a não matar seu ex-marido.
A conversa já dura 20 minutos e ela ainda quer matar o ex.
Desço para receber a visita e me vejo às voltas com vários gatos e cachorros rodando entre as pernas da visita e os sofás. Retiro os gatos, espano o sofá, convido-a a sentar.
Nesse momento ouço o Dr. descendo a escada falando ao telefone com alguém que não identifico e ele grita:"três! três cachorros estão na rua, onde, no campinho de futebol?Mas como você sabe, onde você está? E a visita lá,ouvindo sem querer. Ele, ainda falando ao telefone, chama os filhos e eu e nos manda ir buscar os cachorros. Desliga o telefone e cumprimenta a visita, com quem comenta:" que coisa mais louca, eu tentando convencer a amiga a não matar o ex-marido e me avisam que os cachorros fugiram de casa!".
Eu não tenho a menor idéia de onde é o campinho ou onde estão as coleiras mas embarco na busca porque não sou secretária de recusar trabalho mesmo que seja subir uma escadaria íngreme em busca
de animais com os quais não tenho intimidades.
Um dos meninos me diz que não preciso subir. Respiro aliviada. Fico embaixo aguardando a carga descer.E desce uma. A única que realmente fugira. Como ainda não sabia disso, fico alí, na rua esperando a volta do outro cachorro.
Aí, a ficha cai:não tem outro, o segundo menino já está em casa e eu alí, feito poste, no meio da rua.
Comecei rir e quase fiz xixi nas calças: lembrei da cena do Dr. cumprimentando a visita e explicando que estava falando com uma amiga que pedia a ele para convencê-la a não matar o ex, enquanto gritava com alguém no celular sobre "a fuga dos cães pro campinho" e reunia a força-tarefa presente: eu e os dois meninos...
Levei alguns minutos rindo sozinha e achando que sou privilegiada por ter participado de um episódio dessa família ouriçada.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Meninas, a fila anda mas os homens não mudam

Ana me disse: não sei se sou a top na escala de afetos do meu mais novo e lindo ficante, isto é, aspirante a namorado.O outro, por quem ela vivia se escabelando já está praticamente fora do jogo.A fila andou.
O jogo está novamente em movimento.Que jogo?
De pega- pega, entre homens e mulheres.
Ela me conta que hoje é assim: o carinha tem a namorada com quem fica nos fins de semana, a do meio que ele conheceu recentemente e a de baixo, a que ele "pega" só nas terças-feiras.
A do meio fica com as sextas, e olhe lá.Portanto nada mudou. Desde 1970 que é assim, eu também vivi
essas situações.
Então, mesmo que  os costumes, a tecnologia tenham avançado, homens e mulheres continuam os mesmos.Verdade seja dita.
Assim caminha a humanidade.