quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Na dança da solidão

Ando pra lá de ansiosa.Quero abrir meu coração aqui no blog e ao mesmo tempo me borro de medo de julgamentos, críticas, interpretações erradas. Blog, face, twitter, todas as mídias ainda me causam certa estranheza apezar de gostar disso, de poder escrever, que é a primeira e mais importante atividade da minha vida. Se eu nunca mais pudesse ter um pensamento, e se , pior que isso, não tivesse como ou onde expressá-lo, me tornaria a mais infeliz das criaturas.Eu falo "pelos cotovelos", todo mundo diz que falo demais, que chego a me expor demais, onde e com quem não devia. Todos têm razão. Mas sabem porque faço assim?
Necessidade de me expressar, de me fazer conhecer, de interagir com todo mundo, de ouvir as histórias, contar as minhas, encontrar a semelhança com meus semelhantes, eu que já me senti, várias vêzes, completamente "não pertencente" a nada, a nenhum grupo, absolutamente só.A sensação de não pertencer a qualquer grupo ou lugar é muito, muito ruim. Se alguém já se sentiu assim, por favor, compartilhe sua experiência comigo. Eu gosto muito de pessoas, de suas histórias de vida, de suas dores e alegrias, embora em uma época da minha vida alguém tentou me fazer crer no contrário.Eu quase acreditei.Outra pessoa tentou e por algum tempo conseguiu me fazer acreditar que eu era irresponsável,
que não levava minhas tarefas ou decisões até o fim, que eu desistia no meio do caminho.
Nada disso gente.Sou ousada, um tanto aventureira, curiosa,atrevida, audaciosa mas nenhuma dessas qualidades em qualquer tempo me tornou irresponsável.
Eu trabalhei desde os 16 anos, estudei, casei, tive filhos, montei uma empresa de sucesso por 22 anos, tenho três netos, tenho muito orgulho da minha capacidade de trabalho e que trabalhos!
Fiz muita coisa boa e linda. Nunca tive um texto recusado por qualquer cliente. Tenho orgulho de mim e sei que há alguém que me conhece muito bem e que acredita em tudo o que escrevi aqui.
Infelizmente nada disso me ajuda a encontrar trabalho. Estou à margem da sociedade produtiva mesmo estando  com minha capacidade física e mental tão boa quanto sempre.E aí vem a ansiedade lá da primeira frase:me sinto de novo alijada, sem pertencer a nenhum grupo humano, nenhum lugar, prisioneira, na gaiola de ouro de uma aposentadoria precoce que rejeitei e rejeito veementemente.
A sociedade brasileira rejeita pessoas como eu: sou invisível, inaudível, dispensável.
Serei mesmo? Minha competência, a experiência, o talento e todas as capacidades apreendidas não representam nada? Pois deveriam...

domingo, 23 de outubro de 2011

Ah! os acentos,os assentos e as controvérsias

Que nossa língua escrita é controvertida já sabemos. Escrever bem é saber expor um pensamento, uma idéia, com princípio, meio e fim.
Em bom jornalismo, se exige clareza, concisão e informação bem apurada.
Com a nova ortografia que tirou acentos e trema, e não sei o que mais, estou sempre em dúvida sobre a
correta ortografia das palavras. Você duvida? Eu tenho dúvida, então existo. Porque estou pensando.
Bom, mas vim até o blog para escrever sobre uma citação que fiz no facebook outro dia sobre pessoas cuja
falta de rítmo ao caminharem provocam destruição no trânsito em shoppings, supermercados e calçadas.
Essas pessoas não poderiam jamais dirigir um veículo auto-motor(está certo?).O que fazem caminhando é
tão perigoso que nem posso imaginar essas criaturas a bordo de um carro atrapalhando o tráfego e congestionando  as ruas.Eu transito bem, sem mudar o rumo de repente, virando à direita ou à esquerda, não sem antes com o canto do ôlho para verificar se não vou bater de lado em outro transeunte; nem páro sem antesdiminuir o passo para que não me atropelem com um carrinho no corredor do supermercado.
Exatamente como uma boa motorista faria  na direção de seu veículo.
Já não sei bem onde vou parar; acho que aqui e agora. Não vou transitar por mais uma linha nessa página.
Posso causar engarrafamento no tráfego de mensagens...Boa noite, bom dia ...

domingo, 16 de outubro de 2011

Aqui estou de regresso

Após um curto e belo inverno estou de volta ao doce aconchego do meu blog onde escrevo sobre o passado, o presente e .... outras cositas mais!
Andei sumida por necessidade de um pouco de reflexão e solitude.
Vou recomeçar minhas histórias e é pra já.
Não fui ao Rock 'in Rio mas assisti tudo e me senti como no primeiro:exaltada e feliz.
Não estou mais namorando portanto não será mais possível escrever sobre o meu querido. O príncipe virou sapo após 18 meses coachando na minha lagoa. Esvaziei-a e enxotei o sapo. Minha perereca(com duplo sentido,  por favor) ficou livre do sapo cururu que não sabia ser feliz.
Procuro um novo príncipe.O que desencantei deixa algumas boas lembranças mas ele não leu Neruda, não sabe nada sobre cinema,então eu fecho o portão sem fazer alarde, só levo a carteira de identidade, uma saideira e uma saudade e a leve impressão de que já vai tarde...