Ando pra lá de ansiosa.Quero abrir meu coração aqui no blog e ao mesmo tempo me borro de medo de julgamentos, críticas, interpretações erradas. Blog, face, twitter, todas as mídias ainda me causam certa estranheza apezar de gostar disso, de poder escrever, que é a primeira e mais importante atividade da minha vida. Se eu nunca mais pudesse ter um pensamento, e se , pior que isso, não tivesse como ou onde expressá-lo, me tornaria a mais infeliz das criaturas.Eu falo "pelos cotovelos", todo mundo diz que falo demais, que chego a me expor demais, onde e com quem não devia. Todos têm razão. Mas sabem porque faço assim?
Necessidade de me expressar, de me fazer conhecer, de interagir com todo mundo, de ouvir as histórias, contar as minhas, encontrar a semelhança com meus semelhantes, eu que já me senti, várias vêzes, completamente "não pertencente" a nada, a nenhum grupo, absolutamente só.A sensação de não pertencer a qualquer grupo ou lugar é muito, muito ruim. Se alguém já se sentiu assim, por favor, compartilhe sua experiência comigo. Eu gosto muito de pessoas, de suas histórias de vida, de suas dores e alegrias, embora em uma época da minha vida alguém tentou me fazer crer no contrário.Eu quase acreditei.Outra pessoa tentou e por algum tempo conseguiu me fazer acreditar que eu era irresponsável,
que não levava minhas tarefas ou decisões até o fim, que eu desistia no meio do caminho.
Nada disso gente.Sou ousada, um tanto aventureira, curiosa,atrevida, audaciosa mas nenhuma dessas qualidades em qualquer tempo me tornou irresponsável.
Eu trabalhei desde os 16 anos, estudei, casei, tive filhos, montei uma empresa de sucesso por 22 anos, tenho três netos, tenho muito orgulho da minha capacidade de trabalho e que trabalhos!
Fiz muita coisa boa e linda. Nunca tive um texto recusado por qualquer cliente. Tenho orgulho de mim e sei que há alguém que me conhece muito bem e que acredita em tudo o que escrevi aqui.
Infelizmente nada disso me ajuda a encontrar trabalho. Estou à margem da sociedade produtiva mesmo estando com minha capacidade física e mental tão boa quanto sempre.E aí vem a ansiedade lá da primeira frase:me sinto de novo alijada, sem pertencer a nenhum grupo humano, nenhum lugar, prisioneira, na gaiola de ouro de uma aposentadoria precoce que rejeitei e rejeito veementemente.
A sociedade brasileira rejeita pessoas como eu: sou invisível, inaudível, dispensável.
Serei mesmo? Minha competência, a experiência, o talento e todas as capacidades apreendidas não representam nada? Pois deveriam...
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