Primeiro L.P.(long playing) que comprei com mesada: Johnny Mathis.
O segundo, Doris Day. Eu achava que era parecida com ela porque cortava o cabelo curtinho.
Anos mais tarde eu achei que era parecida com a Elis. Pode? Pode, se a imaginação corre solta...
Se alguém se dispuser a ouvir esses dois grandes intérpretes verão que suas músicas ainda estão na moda porque falam ao coração das pessoas.
Talvez me achem um pouco nostálgica mas até que não sou, gosto de lembrar de coisas da minha infância e juventude e compartilhar com quem viveu experiências semelhantes ou com quem tem curiosidade de saber como se vivia nos anos 50, 60, 70; os oitenta ainda são muito recentes, assim como os 90 e portanto ainda não estão na memória de longo prazo.
Apesar de não sentir saudade do passado percebo, quando falo dele, que lá não havia tanta urgência de viver; nem se analisava tudo o que se dizia ou fazia.Auto-ajuda ou a total falta de privacidade de hoje não existiam naqueles dias. O politicamente correto também não e havia menos preocupação com o que se dizia. Aliás, as pessoas não abriam tanto suas vidas como agora. Pela falta de pudor em se expor tanto algumas pessoas resvalam e demonstram sem querer seus preconceitos. Alguns as pessoas sequer imaginam que os têm.É tão arraigado que mais dia menos dia, tá lá, um baita dum mico racista ou de outro tipo qualquer.
Eu não gosto de liberdade cerceada, nem de pensar nem de emitir opinião. O politicamente correto muitas vêzes impede que a gente seja clara,que tenha opinião que difere dainstituída.
Não sou preconceituosa mas detesto ser tutelada ou ter que caminhar num fio estreito de pensamentos como se fosse uma "Maria vai com as outras..."
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